sábado, 12 de julho de 2008

Repentino

Ela não sabia explicar o porquê, não sabia encontrar motivos, apenas sabia que era fato. Não gostava da idéia, mas confesso que sei o quanto ela sentia por saber que não sabia o que poderia acontecer. E então ela sorria, apenas.
Era bom, divertido, inconclusivo, diplomático.
Era tudo errado,
mas era certo.
E o tão errado que ela já via como certo, tornou a ser errado (da pior ou melhor maneira, isso deixo à critério seu).
Sultimente, é claro. Era assim que pensava, pois seria mais fácil de aceitar, seria melhor para sentir. E depois para deixar ali, naquele trecho da escada, que levava até o sétimo andar.
Se assim foi, não se tem notícia. Apenas o que se sabe é que de alguma forma foi, e depois não mais. E que depois de aparecer, sumiu. Depois de sorrir, nada falou. Depois de clamar, não chegaram respostas.
E foi assim.
                                                                                  icon

4 comentários:

Ruan disse...

depois de ler, morri.

(?)

Soul disse...

Entrei numa cadeia de blog´s que me trouxe até aqui. Foi uma manhã agradável.

Giulia disse...

Divaguei naquele trecho da escada...

carteirodopoente disse...

Olá ana,
"sem palavras " e "away from anywhere"
já tem beleza pelo nome
beijos,
tadeu filippini
p.s. " a poem should be wordless as the flight of birds "Archibald MacLeish