quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Desfecho

Não sabia, apenas imaginava. Não era verdade.
Queria que fosse.
Ela tinha certeza de que não estava da maneira que previu. (Ou quis prever)
Porquê depois ela conseguiu ver aquilo que tinha lhe fechado os olhos.
Sim, os que você havia fechado...
...e que foram os mesmos que você abriu.
Por momentos, eles percorreram todos os cantos com sôfregos tropeços.
Mas por outros, 
apenas repousaram.
Agora, se distraem brincando com os risos abafados que vêm da sala ao lado.
Soa estar envolvente e alegre lá, mas o lugar para se estar é por aqui mesmo...

... escondendo sob o tapete os fragmentos dos dias passados, 
... das risadas embaixo do céu azul,
... do vento revirando-me os cabelos,
... e das palavras que ficaram por assim dizer.

3 comentários:

Cláudia I. Vetter disse...

ttuas palavras incomporam os traços que descreves em sintonia perfeita;
não haviam pra outro lugar à que se perderem.

;D

Cláudia I. Vetter disse...

a folha do outono pode ser fina e frágil, mas é a chegada da beleza sutil e simbólica, um presságio de novos tempos.

http://riot-act.blogspot.com/2008/09/luz-por-entre-teclas.html
confere!

;)

Guilherme Albinno disse...

eu nem sei o que seria da minha vida sem suas palavras, já já nos encontramos. :$