Do centro do picadeiro, desviando seu olhar dos olhares que até ela não chegam, tenta entender (ao menos entender) o que se passa com os acontecimentos que ficam para trás.Ou o que se passa com os que passaram uma vez, fizeram o espetáculo, seguiram seus caminhos e não tornaram a ali passar novamente.Se o texto não ficou bom, se o instante não foi o mais apropriado, se devia ter esperado um pouco mais, ou quem sabe um pouco menos... Isso não a interessa mais.Agora ela apenas sabe que está tudo bem e ela ri enquanto atravessa a fileira de cadeiras.Ri pensando nos dias.Os dias de ritmos e de conversas, e também os de silêncios.Os dias de gargalhadas com as pessoas queridas, e os dias de gargalhadas sozinha também.Sempre no fim do espetáculo há a confusão do ir embora, do deixar.Mas agora tudo está calmo, e assim vai ficar até a próxima vez.A vez de inexatos momentos que precedem o começo, e depois o tempo leve, que passa e nem se faz notar, seguido de mais um fim, que na verdade não encerra o que ela pensa.Apenas a faz continuar com a idéia de que o que sente é o que precisa, e nada mais é tão forte no seu circo das emoções.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Assim como sempre foi
Assinar:
Postagens (Atom)