segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Magia

Ela se acomoda.
E ao seu lado, quem está junto acomoda-se também.

Todos o fazem. Mesmo que uns sejam apenas pedaços da memória.

O filme já está no ponto, a pipoca está feita.
Os incontroláveis sorrisos e risos vindos da ansiedade boa começam a despontar nos rostos que se aglomeram em frente à grande tela das imagens mágicas.

Ao olhar para o lado vê quem sorri com os olhos, quem é fechado e ao mesmo tempo doce. Vê quem fica com o semblante mais gentil ao se sentir feliz. Quem atrai pela lisonja feita, e também quem está ali indiferente apenas esperando mais do mesmo.

Tão certa de que poderia ficar sentindo e observando por quanto tempo fosse necessário, ela é pega de surpresa enquanto olha para o lado das pessoas (e não para o lado das imagens).
Finge um nada, desvia o olhar, solta um sorriso.

Olha novamente.

Lá está, no destino do ato de olhar, a resposta que a pegou de surpresa. Que a flagrou.
Tudo se repete. E até o ar se apresenta mais leve.
Finge um nada, desvia o olhar e solta um sorriso.

Tudo se repete.

Depois, sentindo-se como uma criança na manhã de Natal, repousa por fim os olhos sobre as imagens da grande tela mágica, e lança os pensamentos nas imagens que acabaram se de passar.

1 comentários:

Cláudia I, Vetter disse...

momentos pequenos, e plenos. =)

ah, também sinto saudades suas!

e me agrada sua visita, sempre que aparece, e ainda mais as suas palavras - de tanta lisonja!
agradeço e a espero sempre que quiser,
é um prazer tê-la por perto!

grande beijo!