segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sentimento, volver!

A inconstante dança dos sentimentos às vezes tanto a atormenta que ela não sabe para onde fugir.
Não sabe o que pensar ou o que querer, muito menos como agir.
A dança que a cerca de tal forma, que a conduz aos extremos do sentir-se sorridente e em sôfregos soluços chega forte e sem avisar.
Ataca de repente, como quem espera o momento sem sol e brilho do dia, para lhe fazer um cumprimento. Como quem escolhe com as pontas sensíveis dos dedos, os lados mais finos e quebradiços de um semblante de felicidade. Como quem sabe o que fazer e como fazer para que seja mais sentido mesmo que sútil.
É uma dança que gargalhada nenhuma mantém longe, pelo fato de ser trazida e desejada pela própria platéia.
Porque sempre, incontestavelmente, os mesmos que a produzem já a sentiram; e os que a sentem, um dia (é provável) que a farão também.
E mesmo sabendo disso, ela chora.

2 comentários:

Mr Bobby Jones McGee disse...

chorar ou sorrir... aí está a intensidade de viver... ter a percepção, deveras, do que nos envolve...
o que além disso deve ser o viver?

Os sentimentos são as nossas maiores purezas, por serem incontroláveis :)

Cuide-se, menina ^^

Mr Bobby Jones McGee disse...

Esqueci de dizer que gostei do texto, e a forma delicada que foi conduzido ^^