terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sobre egolatria e raios de sol


Os dias de sol nunca são contínuos, seguidos. Isso é fato, indiscutível.
A semana pode ser ótima, o dia pode estar bom. Mas o mês nem sempre se passa com todos os dias brilhando. (É raro até, eu digo).
As nuvens aparecem, rodeiam, permanecem, envolvem.
São diretas e impiedosas. Não se importam em ficar longos tempos, nem em deixar os tempos mais frios. Não se importam com nada. Não ligam, não escutam, não dão atenção. Apenas ficam, no alto de seu egocentrismo. Falam, falam, falam, e se deixam (ou fingem-se) indiferentes aos dizeres alheios.

Ela não gosta das nuvens.
Fazem ela se sentir pesada e o melhor é sentir-se leve.

O aperto das nuvens incomoda e faz brotar chuva dos olhos, que se apertam e seguram os sentidos.

O aperto das nuvens faz com que qualquer vento pareça tempestade, faz com que qualquer brisa seja sentida como pontas de dedos, que qualquer sopro seja não-sentido e faz com que olhar para o céu não desperte nada de boas sensações.
Faz com que a volta do sol seja repleta de borboletas na barriga, de sorrisos desmedidos de criança, do gosto doce de doces de festa e de apertos de abraços apertados.